La vie des bugs dans le système.
Ils font la fête !
Quem são, como vivem, oque comem, como se reproduzem

Episódio 1 — O Sobrevivente – A assombração do Tester
Nem todo Bug que desaparece está morto.
Às vezes, o caçador de BUGs simplesmente procurou no lugar errado.
—
Naquela manhã, recebi uma notificação nada confortável. Um cliente importante achou um Bug crítico em uma funcionalidade.
Uma assombração para o tester!
Eu já havia validado a funcionalidade, no Contrôle de Qualité da empresa onde trabalho como tester junior. Apesar dos meus 45 anos de experiência profissional em outros setores de Qualidade, de outros tipos de produtos de alto nível, começar um novo métier na minha idade é mais que um desafio, é uma metanoia.
Entrei em estado de rollback, em modo recapitulativo. Em qual cenário o Bug tinha sido reproduzido no cliente? Pergunta óbvia. Como chegar até lá? Outra pergunta óbvia.
Alvoroço no serviço, mensagens trocadas no chat, pânico geral e uma enorme pressão sobre mim. Pressão que eu mesma coloquei, sobre mim mesma, vestindo a carapuça da merda que eu poderia ter feito.
Precisei de 90s para decidir por onde começar. Girei o meu minutor de areia. É só esperar ele finalizar de escorrer a areia uma vez, dar uma outra volta e deixar a areia escorrer so até a metade. So assim estou habilitada a tomar decisões. Aprendi com meu psi. Felizmente, eu tenho autonomia para isso.
Fiquei muito incomodada com a situação, portanto eu já havia efetuado os testes de confirmação após a correção do mesmo BUG, encontrado meses atrás.
A mesma funcionalidade, validada após a correção do Diveis, foi direto para a fundição dos pilares do sistema em produção, que foi inesperadamente parar no sistema do cliente com o BUG escondido.
Fiz um mal teste? O Bug estava lá e eu não vi. Por quê?
Enquanto dentro da minha cabeça dúvidas pulavam como pipocas quando se arrebentam na panela, imediatamente fui investigar onde estava meu erro, onde o Bug ficou escondido e por que eu não o encontrei.
Minha função é eliminar BUGS.
Não, a minha função é provar que eles não existem naquele lugar, nem ali perto.
Para provar que eles não existem nem aqui nem acolá, é preciso rastrear. Imaginar cenários diversos, as várias formas, usando rotas distintas e caminhos nunca dantes navegados.
Aquela era uma segunda investigação de confirmação da sua ausência, eu restringi o cenário? Pode ser.
Enquanto isso, no país d’Além-Mar, um soldado foi enviado para o outro lado do oceano. Vinha em nossa direção. Ele trazia uma mensagem do grande do Ditador daquele território minúsculo. A mensagem era simples:
Vasculhe o seu erro.
Alertei meus colegas e procurei mais informações enquanto preparava o terreno para enviar meu agente secreto, o general SuperAd, em missão de investigação. Seu nome: Shino.
Shino utiliza e manipula invertebrados em suas missões. Ele tem controle sobre eles. Um manipulador de inseto. É como eu o vejo. Já que não tenho esse poder de manipulação. Eu seria um Tester irredutível
Do outro lado da tela…

Sentado confortavelmente em sua poltrona de couro envelhecido, elegante em seu terno de linho, o velho de guerra General 5★ SuperAD recebe uma notificação
PAM
um blop escandaloso no alto-falante do sistema:

Atenção, Missão crítica:
- Encontre o Bug escondido na modificação da Adressagem do cliente a faturar.
- E, sobretudo, encontre o motivo pelo qual o Bug não tinha sido eliminado e por que não foi encontrado nas últimas investigações.
SuperAd se levanta num impulso de sobrevivência, recupera sua lupa em cima da mesa de trabalho, abre a gaveta, pega o bloco de notas, sua caneta vintage, o mapa do sistema, sua máquina fotográfica e uma pequena caixa de metal joga tudo dentro de uma mochila e sai apressadamente pelos corredores iluminados do sistema.
Ajudado pelas experiências anteriores, chega rapidamente ao destino. Exatamente nos perímetros do edifício onde o BUG foi encontrado pela primeira vez. Já era a quarta vez que percorria aqueles corredores e vasculhava aquelas seções, campos e dados, superAd conhecia o caminho como a palma da mão.
Ele tira a lupa de dentro do sobretudo e começa a vasculhar.
Entra pela porta principal da seção onde o Bug tinha sido visto pela última vez. Ao abrir a porta, faz uma pirueta de 180° e bate a porta atrás dele, apoia-se nela, evitando um desmaio. Não deu nem tempo de fazer uma foto do flagrante. Até o som está alto lá dentro. Ele pode ouvir as gargalhadas dos bugs de plantão fazendo uma festa regada a champagne.

Shino, se lembra então das últimas palavras da sua amiga, dá meia-volta e retorna à sua sala. De volta à velha poltrona, com ar de indignação, desenrosca a tampa da caixinha de metal.
Dois olhos enormes se fixam aos dele.

Que merda hein ? _Diz Shino
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