La vie des bugs dans le système.
Ils font la fête !
🪳 A FESTA DOS BUGS
Quem são, como vivem, oque comem, como se reproduzem

Conto
Episódio 1 — O sobrevivente
> Nem todo Bug que desaparece está morto.
Às vezes, o caçador de BUGs simplesmente procurou no lugar errado.
—
Naquela manhã, recebi uma notificação nada confortável. Um cliente importante achou um Bug crítico em uma funcionalidade. La hantise do tester! Eu ja havia validado a funcionallidade no Contrôle de Qualidade da empresa, onde eu trabalho como tester junior. Apesar dos meus 45 anos de experiência profissional em outros setores de Qualidade, de outros tipos de produto de alto nivel, começar um novo métier na minha idade, é mais que um desafio é uma metanoia.
E em qual cenário o Bug tinha sido reproduzido no cliente. Pergunta óbvia. Como chegar até lá? Outra pergunta óbvia.
Alvoroço no serviço, mensagens trocadas no chat, pânico geral e uma enorme pressão sobre mim. Pressão que eu coloquei sobre mim mesmo, vestindo a carapuça da merda que eu poderia ter feito.
Precisei de 90segundos para decidir por onde começar.
Fiquei muito incomodado com a situaçao, portanto eu ja havia efetuado os testes de confirmaçao apos correçao do mesmo BUG encontrado ha mêses atras.
A funcionalidade validada apos a correção do Devis e foi para a fundiçao ao sistema que foi parar no cliente com um BUG escondido.
Fiz um mal test. O Bug estava la e eu nao vi! Porque ?
Enquanto as duvidas pulavam como pipoca quando se arrebenta na minha cabeça, imediatamente fui investigar onde estava meu erro e onde o Bug ficou escondido e porque eu nao o encontrei para elemina-lo uma vez por todas ja que era uma segunda investigaçao de confirmaçao da sua ausência.
Alertei meus colegas e procurei mais informações enquanto preparava o terreno para enviar meu agente secreto, SuperAd em missão. Seu Nome : Shino.
Shino utilisa e manipula invertebrados em suas missoes. Ao menos assim é o que eu o vejo ja que eu mesmo nao tenho esse poder de manipulaçao.
Do outro lado da tela…

Sentado confortavelmente em sua poltrona de couro envelhecido, elegante em seu terno de linho, o velho de guerra SuperAD recebe uma notificação:
Missao critica: 1. Encontre o Bug escondido na modificação da Adressagem do cliente à faturar.
2. E sobretudo encontre o motivo pelo qual o Bug não tinha sido eliminado, e porque nao foi encontrado nas últimas investigações.
SuperAd se levanta num impulso de sobrevivência, recupera sua lupa em cima da mesa de trabalho, abre a gaveta pega o bloco de notas, sua caneta vintage, o mapa do sistema e uma pequena caixa de metal e sai apressadamente pelos corredores iluminados do sistema.
Ajudado pelas experiencias anteriores, chega rapidamente ao destino. Exatamente nos perimetros do edificio onde o BUG foi encontrado pela primeira vez. Ja era a quarta vez que percorria aqueles corredores e vasculhava aquelas seçoes, campos e dados.
Ele tira a lupa de dentro do sobretudo e começa a vasculhar. Entra pela porta principal da seçao onde o Bug tinha sido visto pela ultima vez. Ao abrir a porta faz uma pirueta de 180 e bate a porta atras dele, se apoia nela evitando um desmaio. Até o som esta alto la dentro. Ele pode ouvir as gargalhadas dos bugs de plantao fazendo uma festa regada à champagne.

Shino, entao se lembra das ultimas palavras da sua amiga, da meia volta e retorna à sua sala. De volta à sua potrona, com ar de indignação desenrosca a tampa da caixinha de metal.
Dois olhos enormes se fixam aos dele.

De dentro sai um muxoco en forma de bufo significando o saco cheio Affff
— Oi Barbi — viu a encrenca ? _Disse Shino compreendendo sua insatisfaçao.
Por alguns segundos, nada aconteceu. Silencio absoluto no recinto. Barbarata se sentou com as pernas cruzadas, cruzou seus 4 braços livres e com um deles dobrado em direçao à boca começou a roer unha com um ar placido.
🪳
_Barbarata, por favor, ajuda aqui _ Shino insistiu uma comunicao.
Barbi olhou para ele com olhar de desdem.
Ele acrescentou, porque voce deixou isso acontecer ?
Barbarata olhou pra ele com raiva, quebrou o silencio e afirmou em alto e bom som e com muita autoridade :
Nao venha jogar a culpa em mim agora. Eu nao tenho nada a ver com isso.
E dando as costas para ele começou com a sua ladainha. Porque você nao procurou a minha ajuda no momento dos tetes de confiramçao ? Achou que pudesse investigar sozinho ?
Eu sabia que isso ia acontecer e deixei você se virar na sua pressa em baixar seu bakclog.
Do outro lado da tela,
Ajustei os meus óculos de velho na cara, bloqueei o meu computar e fui tomar um chocolate quente. Meu For interior sabe que sou eu que Barbarata estava falando.
Ainda mais que eu posso ouvi-la, ela nao. Como eu nao posso responder à amiga do meu amigo, resolvi deixa-los por um momente, numa DG para solucinar os seus conflitos de culpabilidade.
Enquanto isso
Episódio 2 — O labirinto
O tempo de preparar meu chocoloate, voltei ao seu posto, li os muitos comentarios no grupo de discussao. Soube que o Bug tinha sido corrigido por um outro DEAVIS e que o Bug do cliente resolvido e ticket concluido com sucesso.
Mas segundo ordens vindas do alem-mar eu deveria retestar a correçao.
Inslalei a versão corrigida do sistema.
Minutos depois Superad estava de volta ao sistema, para uma quarta investigaçao. verificar a ausência do BUG, corrigido pour um Deavis do alem-mar
O mundo digital é enorme.
Ha caminhos, paginas, icones, cadeados a serem abertos, fluxos a respeitar, logs, APIs, arquivos XML e portas que levam a lugares que poucos usuários conhecem.
SuperAD desta vez avança, lento, com os olhos abertos, lupa em punho. Ao seu lado, Bárbarata corre silenciosamente. Os dois percorreram cada centimetro do mapa, entrando nas diferentes paginas, sobretudo aquelas que pudessem enconder um indicio, um sinal. Cada campo, cada seçao cada dado era investigado e passado a pente fino.
A ultima investigação
Desta vez, SuperAD não correu.
Não presumiu.
Não seguiu apenas sua memória.
Pegou novamente o caso de teste.
Voltou às pré-condições.
Verificou os dados.
Verificou a configuração.
Reconstruiu o caminho passo a passo.
E Bárbarata acompanhava tudo.
— Agora sim — disse ela.
— O quê?
— Agora você não está procurando apenas o Bug.
— Não?
— Está procurando a verdade sobre o Bug.
SuperAD sorriu.
E começou novamente.
Passo.
A passo.
A passo.
Depois de horas de investgaçao os dois nao encontraram nada. Barbarata deu algumas idèias, imaginou cenarios suscemptiveis de esconder um BUG.
Estava tudo limpo. Cantos foram vasculhados. Estava tudo silencioso. Superad procurou ouvir de novo a musica e a cantaria na festa dos BUGS. SuperAd nao ouviu nada.
O silencio foi cortado quando Barbarata com muita pedagogia alertou :
Agora esta na hora de verificar o porque você deixou o BUG com vida.
— O que quero dizer é que, antes de declarar vitória, talvez devêssemos entender como chegamos até aqui.
Superad ficou em silêncio. Nao cabia à ele responder. Ele so executava ordens do seu general.
— Eu procurei em todos os lugares.
Bárbarata inclinou a cabeça.
— Todos?
— Todos os lugares importantes disse Superad
— Ah… Gemeu a barata
SuperAD olhou para ela.
— O que foi?
— Nada. Continue.
— Então por que o Bug estava aqui e eu nao vi?
Ela apontou para trás.
SuperAD seguiu seu olhar.
E percebeu algo.
Ele procurou nos lugares errados.
Ele investigou um caminho do mapa que ja estava dedetizado. Errou o caminho
Um pequeno caminho que ele não havia percorrido. Utilizou um atalho.
Uma configuração.
Um detalhe.
Uma condição.
O Superad havia feito a reinvestigação.
Mas…
Ele ficou em silencio por alguns segundos e continuou – não reproduzi corretamente o contexto. O caminho estava errado. A configuração estava errada.
O caso de teste era bom, mas os dados nao.
SuperAD sentou-se diante do grande Mapa do Sistema.
Bárbarata se aproximou e disse :
— Você sabe qual foi o problema?
SuperAD não respondeu imediatamente.
Depois disse:
— Eu encontrei o Bug.
— Sim.
— O Dev corrigiu.
— Sim.
— Eu voltei para verificar.
— Sim.
— E não encontrei nada.
— Exatamente.
SuperAD levantou os olhos.
— Então eu validei a correção.
Bárbarata assentiu.
— Sem testar o mesmo caminho que permitia ao Bug aparecer.
SuperAD olhou novamente para o mapa.
Desta vez, percebeu.
Havia confundido o caminho.
A configuração utilizada na reinvestigação não era a configuração correta.
Ele não tinha voltado exatamente à realidade onde o Bug havia sido encontrado.
O Bug não havia enganado SuperAD.
SuperAD havia seguido o mapa errado.
Episodio 3 –
E, em algum lugar do outro lado da tela…
A notícia se espalhou rapidamente pela dimensao vivente real.
Barbarata, de dentro da tela do computador, chamava os seres humanos de robôs.
Dizia que eles nao eram humanos, eles falavam e agiam como robôs do sistema. Ela nao entendia muito bem essas criaturas.
Barbarata tem um unico mêdo : O codi! o maior vilao do universo digital e quem esta por tras dele, os Devis.
So um dos membros do grupo dos Devis poderia acabar com a sua importante existência insignificante.
Antes, seu maior rival era o Tester, eu. Mas depois que formamos uma parceria de campeos de caça aos Bugs, ela se tornou o minha maior aliada. Juntos somos implacaveis.
Uma mensagem de alerta email! pisca na minha tela. Voce recebeu um email importante do Grupo Robot de carteirinha
Abri o email. Ao ler suas linhas, pude ver uma pessoa sorrir por dentro, demonstrando ira e hipocrisia dentro do caos.
O tom do email era seco, com poucas informaçoes e confuso. A forma demonstrava poder que meu remetente tinha um grande poder de decisao e apto à ordenar e dar missoes à executar.
A grosso modo, eu teria que refazer os testes de confirmaçao., apos a correçao do BUG. e fusao da PR.
Penso que naquele dia, um robot poderoso ficou particularmente satisfeito.
Talvez tenha sido apenas coincidência. Talvez não. Isso nao importa.
Dentro do sistema, Bárbarata ouviu uma risada distante.
— Quem é? — perguntou SuperAD.
— Não se preocupe com isso agora.
— Mas eu ouvi alguém rindo.
— Eu sei.
— Quem é?
Bárbarata suspirou.
— Digamos apenas que existem robos que se divertem quando ve uma oportunidade de provar seus poderes de robot que acha que contrôla o sistema. O que eles nao sabem eh que o sistema que controla os Robôts
SuperAD fechou os olhos.
— Excelente, agora meu general esta na berlinda
— Não se preocupe.
— Como não?
Bárbarata sorriu.
— Porque agora ele sabe onde errou.
O que o tester aprendeu nestes episódios
Um Bug corrigido não deve ser apenas re-testado.
É preciso verificar se a correção funciona nas mesmas condições em que o problema foi originalmente encontrado.
A regra de SuperAD:
Para reinvestigar um Bug, nao corra, nao se apresse. Leia e releia com atençaos todos os dados
Verifique:
- as pré-condições;
- a configuração;
- os dados utilizados;
- o caminho funcional;
- o perfil do usuário;
- o contexto exato em que o Bug apareceu.
Porque, às vezes…
🐛 o Bug não voltou.
Você é que nunca chegou até ele.